quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

# Ø20 Crônica de Luiz Fernando Veríssimo sobre o “BBB”

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço…A décima terceira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil, encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 11 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros… todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 11 é a realidade em busca do IBOPE..
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 11. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça,
cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.
Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? HERÓIS ?
São esses nossos exemplos de HERÓIS ?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína, Zilda Arns).
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo,
o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia,
alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…, estudar…. , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… ,telefonar para um amigo… , visitar os avós… , pescar…, brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

# Ø19 Terapia do grito

       Vivíamos num tempo em que as pessoas eram excessivamente previsíveis, destituídas de criatividade, sem tempero emocional, aprisionadas nas teias da solidão. Atores ou atrizes, cantores, políticos, cientistas, religiosos, executivos de grandes empresas eram enfadonhos, tediosos, e não poucas vezes indigestos. Nem eles se suportavam.  A dissimilitude de pessoas tornava um mundo pobre obcecado por fama e dinheiro.
De repente, quando navegávamos no oceano do tédio, apareceu um homem surfando em ondas raramente vista. Rompendo uma rotina de desilusão no mundo em que até os jovens estavam sem entusiasmo pelos seus ícones. Talvez fosse de se duvidar da sua inteligência.  Ele era um maltrapilho que dormia na rua, com uma aparência horrível rejeitado por todos, mas com um coração enorme. Sua estratégia era fazer com que as pessoas liberassem a felicidade acumulada dentro delas. O homem era surpreendente suas idéias eram de ter inveja, era um verdadeiro mestre, um homem apaixonado pela sabedoria.
Num belo dia o mestre e seus seguidores estavam sentados em um Banco de uma praça quando tiveram uma idéia revolucionária. O mestre com toda sua inteligência e franqueza perguntou aos seus seguidores.
        – Pode alguém que está com o coração psíquico enfartado cuidar bem de quem está com o coração físico enfartado? – visto que ninguém soube responder sua pergunta ele mesmo respondeu: – sim pode. Mas não por muito tempo e nem com alta qualidade.
A parti daquele momento seus seguidores e toda a praça, rodeada por médicos cardiologistas profissionais, parou pra vê-lo. Não entenderam o que ele quis dizer com aquela pergunta, mas mesmo assim ficaram com os olhos atentos para presenciarem o inesperado.
 Aaaaaaaaahhh! Uuuuuhh! Aaaaahhh! Uhuuuuul! –  Deu um surto no mestre e ele começou a gritar feito um louco e em seguida caiu desmaiado.
           Naquela hora pensei que o mestre tinha enfartado diante de uma platéia de cardiologistas, cheguei a me preocupar, mas logo vi que era tudo uma estratégia do grande mestre.
           Todas as pessoas estavam preocupadas. Os médicos olhavam um para outro não sabendo o que fazer, não sabendo se era mentira ou verdade, até que uma senhora de 80 anos de idade resolveu ajudar o mestre.
          – Calma doutores, eu conheço este caso. É meu paciente a muitos anos. – e logo em seguida os doutores viram que a situação já estava amenizada, ela completou dizendo: - Vou fazer uma respiração boca a boca. Quero ver se depois disto ele não vai ficar bem.
            Ao perceber que seria beijado por uma senhora de 80 anos, o fabuloso vendedor de idéias levantou depressa e gritou: – Estou bem! – logo em seguida tentou se explicar diante de uma platéia decepcionada pelo teatro. – Caros doutores, acabei de fazer a terapia do grito.  Uma terapia que eu e minha seguidora Joanna criamos nos hospitais da vida para desestressar o coração!
            Vendo que haviam sido enganados, alguns cardiologistas colocaram a mão na cabeça. Sentiram-se idiotas. Outros lhe deram uma bronca. E ainda outros queriam socá-lo. E então o sábio entrou com sua lição de moral, e o observou:
             – Amigos, já repararam que nossa emoção vai de um extremo ao outro em uma fração de segundos? Num instante estamos tranquilos e em outro, explosivos. Num momento calmo e em outro, agressivo. Não é isso falência psíquica? Já repararam como nossa mente sofre por bobagens, flutua por diminutas frustrações, compra problemas que não são dela? Não é isso uma parada cardíaca psíquica? Por que ficaram irado comigo? Pelo menos tentei desestressar. Não machuquei, não feri, não projetei sua ansiedade na voz.
Após a esta fala, os doutores ali presente  ficaram pasmos com sua intervenção. Jamais imaginaram que em um congresso de cardiologia na praça um mendigo dissesse que estavam com o psiquismo ruim, gravemente flutuante. E o mestre, continuou dizendo:
– O sistema de saúde os levou a traírem em parte a ética de Hipócrates, o pai da medicina: cuidaram dos pacientes, mas abandonaram a si mesmo. 
           Naquele instante os médicos começaram a bater palmas e admitiram a si mesmo que são heróis por fora, mas fracos por dentro, e em seguida, médico por médico recobrou a consciência, levantando-se e começando a gritar
          Aaaaaaaaahhh! Uuuuuhh! Aaaaahhh! Uhuuuuul!

Dois outros médicos, a dez metros de distância, também começaram a gritar. Em seguida, outros médicos formais, muitíssimo bem comportados, soltaram a voz.
Por momentos, tive também uma vontade louca de dar alguns gritos para espantar meu estresse. Descobri que loucura é contagiosa.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

# Ø18 Desabafo

           O blog para mim é como um "diário eletrônico". Ter um blog é ter liberdade de poder expressar meu Pensamento, não me importando em receber um elogio ou crítica.
          Eu criei dentro de mim, que todo momento emocional é motivo de uma escrita mas, cabe a minha inspiração saber se será uma poesia ou um desabafo.
         Sou testado a cada dia por seres invisíveis, seres desconhecido e que são frutos da minha imaginação. Tento sempre me manter feliz mas, a pressão do nosso mundo me sufoca e percebo que a paciência é virtude de poucos. A cada dia versos são jogados no lixo. A chama do amor que era uma tradição se apaga e o colorido das flores, desaparecem. Sem perceber me tornei cego.
   Sou um pobre amante de emoções expressas, mas nem tudo que vejo consigo interpretar. Eu só vou pedir a Deus sabedoria. Vou pedir pra ele me da forças para saber o que fazer em cada momento. Quero ter apenas a razão pra sobreviver no mar de letras.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

# Ø18 Afogue suas mágoas
















O tempo não é  socorro, mas afogue suas mágoas antes que seja tarde demais. "Presta atenção que eu sigo em frente correndo no paralelo, seu vento muito fraco não derruba meu castelo. Esquenta o paviu você tá na mira, você pira e afoga sua magoa na mentira.
Então bola na grade e ai qual vai ser, depois de cada erro o que você vai dizer?"

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

# Ø17 Natal

        "Feliz, feliz Natal, que faz com que nos lembremos das ilusões da nossa infância, recorde ao avô as alegrias de sua juventude, e lhe transporte ao viajante a sua chaminé e a seu doce lar!"
        Vem em cada ano e virá para sempre. E com o Natal vêm as recordações e os costumes. Essas recordações cotidianas humildes aos que todas as mães nos agarramos. Como a Virgem Maria, nos rincões secretos de seu coração.
        Presentes para o Natal: Para seu inimigo, perdão. Para um oponente, tolerância. Para um amigo, seu coração. Para um cliente, serviço. Para tudo, caridade. Para toda criança, um exemplo bom. Para você, respeito.
       
        Não esqueçam que o verdadeiro natal é o nascimento de Jesus, Vamos fazer festa porque ele é o motivo da nossa comemoração.
        

domingo, 12 de dezembro de 2010

# Ø15 Lunar

Me faz tocar céu ver você sorrir, vêm lua, vêm. Vêm dançar para mim. Sempre atenta a tudo na terra, dando luz a nossa escuridão. Nunca falha em seu trabalho. És inspiração para várias culturas, és uma lenda em vários cantos do mundo. Está sempre sendo incomodada por seres humanos. Sua origem é um mistério. A religião acredita que foi Deus, e os cientistas  acredita em um big bang. Eu acredito em Deus, óbvio. Os anos passam e ela sempre está lá. Já avistaste  tantas gerações históricas. Ó lunar, cheia de graça, está sempre de bom humor e disposta a sorrir.